sábado, 30 de janeiro de 2016

LAMPIÃO E CONSELHEIRO SE ENCONTRAM EM LIVRO

Lampião e Conselheiro se reencontram em livro

Kiko Monteiro


Baiana de Adustina, Gelza Reis Cristo, é formada em Letras pela Universidade Católica de Santos. No momento pós-graduanda em Língua Portuguesa pela UNICAMP (Universidade de Campinas). Há 37 anos ela reside em São Vicente SP onde leciona na rede estadual de ensino.
Além de professora é culinarista, poeta e declamadora, e escritora.
Depois de três livros, alem da participação em onze antologias, ela lançou no último final de semana em Lagarto o seu primeiro estudo sobre o cangaço intitulado "Lampião é filho do Santo Conselheiro - Cangaceirismo e misticismo", pela editora All Print.

A pesquisa
Estudando "Cangaceiros", obra de José Lins do Rego, ela descobriu na personagem Aparício a identidade e a geografia de Lampião. Posteriormente lendo "Os Sertões" de Euclides da Cunha, descobre a geografia de Antônio Conselheiro.
"Uma mesma região, uma mesma gente inculta, necessitada de um líder, pois o governo estava distante de todos eles. Assim como o Conselheiro convenceu a sua comunidade de que eles poderiam viver sem a ajuda do governo, Lampião seguiu esse mesmo preceito", introduz a autora.

Relação histórica
"O padre Frederico Bezerra Maciel, em sua obra ´Lampião seu tempo e seu reinado´ já havia sugerido uma hiperligação entre as duas personagens do meu livro. Segundo a pesquisa, Antonio Conselheiro disse para um dos seus seguidores ´Dentro de 50 anos haverá de surgir no Sertão um homem que apesar de religioso será cangaceiro e dará muito trabalho aos governos´ ele estaria profetizando o surgimento de Lampião. Conjectura ou não é um dado interessante para a reunião destes dois mitos nordestinos", afirma Gelza.

É evidente que ambos pisaram o mesmo chão, palmilharam os cantos mais ermos do sertão seco e até mesmo florido, eram declarados inimigos públicos e enfrentaram as forças do governo cada um na sua proporção.

Corredor de cangaceiros
A intenção de Gelza não é só de reunir os dois ícones históricos, mas de resgatar sua Adustina como um corredor de cangaceiros e trazê-la de volta para as biografias do tema.

Povoado Quixabeira de Adustina ou como era denominada na época do cangaço, Patrocínio do Coité, 2 de Julho de 1927. (Acervo Kiko Monteiro).
"Como naquela época Adustina, ou melhor "Patrocínio do Coité" era um povoado de Paripiranga, até hoje muitos autores se esquecem de atualizar a geografia de seus capítulos. Conheci e conversei com algumas pessoas da minha terra sobre as andanças de cangaceiros pelas matas de Adustina. Em 2013 visitei a Serra do Capitão, ouvi estórias sobre coitos e até Botijas, inclusive um dos moradores exibiu no pescoço uma corrente que teria pertencido a um cangaceiro e foi descoberta em uma destas botijas. Enfim, a única coisa que se pode comprovar é o coito como um dos esconderijos destes homens e mulheres no passado", disse Gelza.

O avô da autora, Augustinho Gregório dos Reis, morava no pé da na serra do capitão. Certa vez um subgrupo chegou até a casa dele e pacificamente pediu que fizessem comida para a cabroeira porque eles pretendiam arranchar por umas horas naquela localidade. Após a passagem dos cabras Augustinho resolveu que ali não era mais seguro, pois ele tinha várias filhas moças e temia que algum cangaceiro botasse o olho e raptasse uma delas.
De acordo com as memórias dos antepassados da autora o líder cangaceiro que mais andou na região era Corisco.

Adustina vista do alto da Serra do Capitão (Fonte: Adustina 24hs)
"Encontramos a "Ponta da Serra" antiga denominação da Serra do Capitão em um dos capítulos do livro de Estácio de Lima, "O mundo estranho dos Cangaceiros". Na ocasião houve uma baixa no grupo e eles estavam esperando o líder do grupo que havia ido a Paripiranga pegar provimentos, para então poder enterrar o companheiro".

A Serra do capitão é tema de um dos versos de cordel que Gelza canta em suas apresentações para promoção do livro.


"Em um jornal da Bahia
O povo lia com atenção,
Lampião ta escondido
No serrado do Sertão.
E a policia não sabia
Da Serra do Capitão.

A milícia passou perto
E fugiu na contramão.
O medo da Jaguaruna
Fez o macaco correr.
Cangaceiro aqui não ta
pois tem medo de morrer.

Olê muié rendeira,
Olê muié rendá...


O livro contém um breve depoimento de Raimundo Matos, um morador de Adustina que afirma ter feito parte da volante do nazareno Odilon Flor, quando este perseguiu os cangaceiros pelo sertão baiano. Raimundo contava na época com apenas 16 anos.

Serviço

"Lampião é filho do Santo Conselheiro - Cangaceirismo e misticismo", All Print São Paulo 2016.
Nº de páginas: 206
Valor: R$ 45 com frete incluso,
Os pedidos devem ser feitos pelo email cristogelza@gmail.com ou pelo aplicativo WhatsApp cotato: (13) 99751- 7293
Conheça outros trabalhos da autora acessando seu blog pessoal Clique aqui

Imprimir | Comunicar Erros | Link
Lampião e Conselheiro se reencontram em livro

Kiko Monteiro


Baiana de Adustina, Gelza Reis Cristo, é formada em Letras pela Universidade Católica de Santos. No momento pós-graduanda em Língua Portuguesa pela UNICAMP (Universidade de Campinas). Há 37 anos ela reside em São Vicente SP onde leciona na rede estadual de ensino.
Além de professora é culinarista, poeta e declamadora, e escritora.
Depois de três livros, alem da participação em onze antologias, ela lançou no último final de semana em Lagarto o seu primeiro estudo sobre o cangaço intitulado "Lampião é filho do Santo Conselheiro - Cangaceirismo e misticismo", pela editora All Print.

A pesquisa
Estudando "Cangaceiros", obra de José Lins do Rego, ela descobriu na personagem Aparício a identidade e a geografia de Lampião. Posteriormente lendo "Os Sertões" de Euclides da Cunha, descobre a geografia de Antônio Conselheiro.
"Uma mesma região, uma mesma gente inculta, necessitada de um líder, pois o governo estava distante de todos eles. Assim como o Conselheiro convenceu a sua comunidade de que eles poderiam viver sem a ajuda do governo, Lampião seguiu esse mesmo preceito", introduz a autora.

Relação histórica
"O padre Frederico Bezerra Maciel, em sua obra ´Lampião seu tempo e seu reinado´ já havia sugerido uma hiperligação entre as duas personagens do meu livro. Segundo a pesquisa, Antonio Conselheiro disse para um dos seus seguidores ´Dentro de 50 anos haverá de surgir no Sertão um homem que apesar de religioso será cangaceiro e dará muito trabalho aos governos´ ele estaria profetizando o surgimento de Lampião. Conjectura ou não é um dado interessante para a reunião destes dois mitos nordestinos", afirma Gelza.

É evidente que ambos pisaram o mesmo chão, palmilharam os cantos mais ermos do sertão seco e até mesmo florido, eram declarados inimigos públicos e enfrentaram as forças do governo cada um na sua proporção.

Corredor de cangaceiros
A intenção de Gelza não é só de reunir os dois ícones históricos, mas de resgatar sua Adustina como um corredor de cangaceiros e trazê-la de volta para as biografias do tema.

Povoado Quixabeira de Adustina ou como era denominada na época do cangaço, Patrocínio do Coité, 2 de Julho de 1927. (Acervo Kiko Monteiro).
"Como naquela época Adustina, ou melhor "Patrocínio do Coité" era um povoado de Paripiranga, até hoje muitos autores se esquecem de atualizar a geografia de seus capítulos. Conheci e conversei com algumas pessoas da minha terra sobre as andanças de cangaceiros pelas matas de Adustina. Em 2013 visitei a Serra do Capitão, ouvi estórias sobre coitos e até Botijas, inclusive um dos moradores exibiu no pescoço uma corrente que teria pertencido a um cangaceiro e foi descoberta em uma destas botijas. Enfim, a única coisa que se pode comprovar é o coito como um dos esconderijos destes homens e mulheres no passado", disse Gelza.

O avô da autora, Augustinho Gregório dos Reis, morava no pé da na serra do capitão. Certa vez um subgrupo chegou até a casa dele e pacificamente pediu que fizessem comida para a cabroeira porque eles pretendiam arranchar por umas horas naquela localidade. Após a passagem dos cabras Augustinho resolveu que ali não era mais seguro, pois ele tinha várias filhas moças e temia que algum cangaceiro botasse o olho e raptasse uma delas.
De acordo com as memórias dos antepassados da autora o líder cangaceiro que mais andou na região era Corisco.

Adustina vista do alto da Serra do Capitão (Fonte: Adustina 24hs)
"Encontramos a "Ponta da Serra" antiga denominação da Serra do Capitão em um dos capítulos do livro de Estácio de Lima, "O mundo estranho dos Cangaceiros". Na ocasião houve uma baixa no grupo e eles estavam esperando o líder do grupo que havia ido a Paripiranga pegar provimentos, para então poder enterrar o companheiro".

A Serra do capitão é tema de um dos versos de cordel que Gelza canta em suas apresentações para promoção do livro.


"Em um jornal da Bahia
O povo lia com atenção,
Lampião ta escondido
No serrado do Sertão.
E a policia não sabia
Da Serra do Capitão.

A milícia passou perto
E fugiu na contramão.
O medo da Jaguaruna
Fez o macaco correr.
Cangaceiro aqui não ta
pois tem medo de morrer.

Olê muié rendeira,
Olê muié rendá...


O livro contém um breve depoimento de Raimundo Matos, um morador de Adustina que afirma ter feito parte da volante do nazareno Odilon Flor, quando este perseguiu os cangaceiros pelo sertão baiano. Raimundo contava na época com apenas 16 anos.

Serviço

"Lampião é filho do Santo Conselheiro - Cangaceirismo e misticismo", All Print São Paulo 2016.
Nº de páginas: 206
Valor: R$ 45 com frete incluso,
Os pedidos devem ser feitos pelo email cristogelza@gmail.com ou pelo aplicativo WhatsApp cotato: (13) 99751- 7293
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Lampião e Conselheiro se reencontram em livro

Kiko Monteiro


Baiana de Adustina, Gelza Reis Cristo, é formada em Letras pela Universidade Católica de Santos. No momento pós-graduanda em Língua Portuguesa pela UNICAMP (Universidade de Campinas). Há 37 anos ela reside em São Vicente SP onde leciona na rede estadual de ensino.
Além de professora é culinarista, poeta e declamadora, e escritora.
Depois de três livros, alem da participação em onze antologias, ela lançou no último final de semana em Lagarto o seu primeiro estudo sobre o cangaço intitulado "Lampião é filho do Santo Conselheiro - Cangaceirismo e misticismo", pela editora All Print.

A pesquisa
Estudando "Cangaceiros", obra de José Lins do Rego, ela descobriu na personagem Aparício a identidade e a geografia de Lampião. Posteriormente lendo "Os Sertões" de Euclides da Cunha, descobre a geografia de Antônio Conselheiro.
"Uma mesma região, uma mesma gente inculta, necessitada de um líder, pois o governo estava distante de todos eles. Assim como o Conselheiro convenceu a sua comunidade de que eles poderiam viver sem a ajuda do governo, Lampião seguiu esse mesmo preceito", introduz a autora.

Relação histórica
"O padre Frederico Bezerra Maciel, em sua obra ´Lampião seu tempo e seu reinado´ já havia sugerido uma hiperligação entre as duas personagens do meu livro. Segundo a pesquisa, Antonio Conselheiro disse para um dos seus seguidores ´Dentro de 50 anos haverá de surgir no Sertão um homem que apesar de religioso será cangaceiro e dará muito trabalho aos governos´ ele estaria profetizando o surgimento de Lampião. Conjectura ou não é um dado interessante para a reunião destes dois mitos nordestinos", afirma Gelza.

É evidente que ambos pisaram o mesmo chão, palmilharam os cantos mais ermos do sertão seco e até mesmo florido, eram declarados inimigos públicos e enfrentaram as forças do governo cada um na sua proporção.

Corredor de cangaceiros
A intenção de Gelza não é só de reunir os dois ícones históricos, mas de resgatar sua Adustina como um corredor de cangaceiros e trazê-la de volta para as biografias do tema.

Povoado Quixabeira de Adustina ou como era denominada na época do cangaço, Patrocínio do Coité, 2 de Julho de 1927. (Acervo Kiko Monteiro).
"Como naquela época Adustina, ou melhor "Patrocínio do Coité" era um povoado de Paripiranga, até hoje muitos autores se esquecem de atualizar a geografia de seus capítulos. Conheci e conversei com algumas pessoas da minha terra sobre as andanças de cangaceiros pelas matas de Adustina. Em 2013 visitei a Serra do Capitão, ouvi estórias sobre coitos e até Botijas, inclusive um dos moradores exibiu no pescoço uma corrente que teria pertencido a um cangaceiro e foi descoberta em uma destas botijas. Enfim, a única coisa que se pode comprovar é o coito como um dos esconderijos destes homens e mulheres no passado", disse Gelza.

O avô da autora, Augustinho Gregório dos Reis, morava no pé da na serra do capitão. Certa vez um subgrupo chegou até a casa dele e pacificamente pediu que fizessem comida para a cabroeira porque eles pretendiam arranchar por umas horas naquela localidade. Após a passagem dos cabras Augustinho resolveu que ali não era mais seguro, pois ele tinha várias filhas moças e temia que algum cangaceiro botasse o olho e raptasse uma delas.
De acordo com as memórias dos antepassados da autora o líder cangaceiro que mais andou na região era Corisco.

Adustina vista do alto da Serra do Capitão (Fonte: Adustina 24hs)
"Encontramos a "Ponta da Serra" antiga denominação da Serra do Capitão em um dos capítulos do livro de Estácio de Lima, "O mundo estranho dos Cangaceiros". Na ocasião houve uma baixa no grupo e eles estavam esperando o líder do grupo que havia ido a Paripiranga pegar provimentos, para então poder enterrar o companheiro".

A Serra do capitão é tema de um dos versos de cordel que Gelza canta em suas apresentações para promoção do livro.


"Em um jornal da Bahia
O povo lia com atenção,
Lampião ta escondido
No serrado do Sertão.
E a policia não sabia
Da Serra do Capitão.

A milícia passou perto
E fugiu na contramão.
O medo da Jaguaruna
Fez o macaco correr.
Cangaceiro aqui não ta
pois tem medo de morrer.

Olê muié rendeira,
Olê muié rendá...


O livro contém um breve depoimento de Raimundo Matos, um morador de Adustina que afirma ter feito parte da volante do nazareno Odilon Flor, quando este perseguiu os cangaceiros pelo sertão baiano. Raimundo contava na época com apenas 16 anos.

Serviço

"Lampião é filho do Santo Conselheiro - Cangaceirismo e misticismo", All Print São Paulo 2016.
Nº de páginas: 206
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Kiko Monteiro


Baiana de Adustina, Gelza Reis Cristo, é formada em Letras pela Universidade Católica de Santos. No momento pós-graduanda em Língua Portuguesa pela UNICAMP (Universidade de Campinas). Há 37 anos ela reside em São Vicente SP onde leciona na rede estadual de ensino.
Além de professora é culinarista, poeta e declamadora, e escritora.
Depois de três livros, alem da participação em onze antologias, ela lançou no último final de semana em Lagarto o seu primeiro estudo sobre o cangaço intitulado "Lampião é filho do Santo Conselheiro - Cangaceirismo e misticismo", pela editora All Print.

A pesquisa
Estudando "Cangaceiros", obra de José Lins do Rego, ela descobriu na personagem Aparício a identidade e a geografia de Lampião. Posteriormente lendo "Os Sertões" de Euclides da Cunha, descobre a geografia de Antônio Conselheiro.
"Uma mesma região, uma mesma gente inculta, necessitada de um líder, pois o governo estava distante de todos eles. Assim como o Conselheiro convenceu a sua comunidade de que eles poderiam viver sem a ajuda do governo, Lampião seguiu esse mesmo preceito", introduz a autora.

Relação histórica
"O padre Frederico Bezerra Maciel, em sua obra ´Lampião seu tempo e seu reinado´ já havia sugerido uma hiperligação entre as duas personagens do meu livro. Segundo a pesquisa, Antonio Conselheiro disse para um dos seus seguidores ´Dentro de 50 anos haverá de surgir no Sertão um homem que apesar de religioso será cangaceiro e dará muito trabalho aos governos´ ele estaria profetizando o surgimento de Lampião. Conjectura ou não é um dado interessante para a reunião destes dois mitos nordestinos", afirma Gelza.

É evidente que ambos pisaram o mesmo chão, palmilharam os cantos mais ermos do sertão seco e até mesmo florido, eram declarados inimigos públicos e enfrentaram as forças do governo cada um na sua proporção.

Corredor de cangaceiros
A intenção de Gelza não é só de reunir os dois ícones históricos, mas de resgatar sua Adustina como um corredor de cangaceiros e trazê-la de volta para as biografias do tema.

Povoado Quixabeira de Adustina ou como era denominada na época do cangaço, Patrocínio do Coité, 2 de Julho de 1927. (Acervo Kiko Monteiro).
"Como naquela época Adustina, ou melhor "Patrocínio do Coité" era um povoado de Paripiranga, até hoje muitos autores se esquecem de atualizar a geografia de seus capítulos. Conheci e conversei com algumas pessoas da minha terra sobre as andanças de cangaceiros pelas matas de Adustina. Em 2013 visitei a Serra do Capitão, ouvi estórias sobre coitos e até Botijas, inclusive um dos moradores exibiu no pescoço uma corrente que teria pertencido a um cangaceiro e foi descoberta em uma destas botijas. Enfim, a única coisa que se pode comprovar é o coito como um dos esconderijos destes homens e mulheres no passado", disse Gelza.

O avô da autora, Augustinho Gregório dos Reis, morava no pé da na serra do capitão. Certa vez um subgrupo chegou até a casa dele e pacificamente pediu que fizessem comida para a cabroeira porque eles pretendiam arranchar por umas horas naquela localidade. Após a passagem dos cabras Augustinho resolveu que ali não era mais seguro, pois ele tinha várias filhas moças e temia que algum cangaceiro botasse o olho e raptasse uma delas.
De acordo com as memórias dos antepassados da autora o líder cangaceiro que mais andou na região era Corisco.

Adustina vista do alto da Serra do Capitão (Fonte: Adustina 24hs)
"Encontramos a "Ponta da Serra" antiga denominação da Serra do Capitão em um dos capítulos do livro de Estácio de Lima, "O mundo estranho dos Cangaceiros". Na ocasião houve uma baixa no grupo e eles estavam esperando o líder do grupo que havia ido a Paripiranga pegar provimentos, para então poder enterrar o companheiro".

A Serra do capitão é tema de um dos versos de cordel que Gelza canta em suas apresentações para promoção do livro.


"Em um jornal da Bahia
O povo lia com atenção,
Lampião ta escondido
No serrado do Sertão.
E a policia não sabia
Da Serra do Capitão.

A milícia passou perto
E fugiu na contramão.
O medo da Jaguaruna
Fez o macaco correr.
Cangaceiro aqui não ta
pois tem medo de morrer.

Olê muié rendeira,
Olê muié rendá...


O livro contém um breve depoimento de Raimundo Matos, um morador de Adustina que afirma ter feito parte da volante do nazareno Odilon Flor, quando este perseguiu os cangaceiros pelo sertão baiano. Raimundo contava na época com apenas 16 anos.

Serviço

"Lampião é filho do Santo Conselheiro - Cangaceirismo e misticismo", All Print São Paulo 2016.
Nº de páginas: 206
Valor: R$ 45 com frete incluso,
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domingo, 18 de outubro de 2015

USP - O SONHO DE MUITOS JOVENS






Homenagem a Verônica Reis Cristo
Amanhã, dezenove de outubro de 2015. Trinta e um anos. E poderia ser uma centena deles, mas sua mãe jamais esqueceria um fato glorioso na vida da Verônica: uma conquista, um susto, e muitas mudanças. Em 1984 ela nascia para ser admirada pela sua coragem e determinação.
Para muitos jovens da Baixada Santista passar no Vestibulinho da Federal de Cubatão era uma luz para o seu primeiro emprego depois do curso técnico. Assim foi com a sua irmã Vanessa CRISTO. No entanto para essa jovem da qual menciono, a oportunidade do sonho de liberdade começara nessa escola Federal tão cobiçada.
Na hora da opção tão obvia para os seus pais ela disse NÃO ao curso técnico e abraçou o colegial. Ela queria entrar na maior Universidade da América Latina e tinha consciência que o seu pai não estava pronto para pagar um cursinho. Sabia o que ia alcançar desde os primeiros passos. E não estava sozinha porque formou um grupo de jovens estudiosos com os mesmos objetivos. Seis alunos se empenharam na tarefa da superação e entre eles o seu grande amigo, o Neto. Todos foram parar na USP sem fazer sequer um ano de cursinho.
Mãe, não precisa falar pra ninguém que passei sem fazer cursinho. Ela disse na sua modéstia. O fato é que o pior estava por vir porque a menina fora criada para ficar com os pais até casar e de repente estava de mochila nas costas para morar em São Paulo. Aonde? Todos vizinhos da Universidade e não conseguiram morar no campus? Este era para os que vinham de outros Estados. O pai dela de tão nervoso travou e a mãe teve de acompanhá-la com os demais pais na tarefa de matrícula e moradia. Foram dias difíceis, mas por fim surgiu a “Casinha de Boneca”, a primeira para quatro colegas. Esta era tão pequena que a porta do banheiro de tão estreita o corpo passava de lado. O teto era tão baixo que o mais alto se agachava. Tudo de madeira. O importante ali era a segurança de uma morada no quintal de uma família. Ela era a única princesa do castelo de jovens sonhadores e estava superando tabus, eu sei.
Depois vieram outras moradas bem confortáveis e a vida transcorria na mais eletrizante labuta. O fato é que essa jovem conquistou o seu curso de RP (Relações Públicas), e ainda passou duas vezes no vestibular da USP em outras disciplinas. Foi para outros empregos efetivos. No entanto a sua paixão pelo Campus Federal a trouxe de volta e lá está ela conquistando o seu crescimento.
Verônica CRISTO é uma devoradora de livros, uma leitora admirável e vai estudar para sempre. Eu Creio. Para ela que certamente já tem a sua autobiografia, essa passagem da sua vida eu precisava contar porque sofri com ela e admirei-a toda semana quando ela descia a serra com a sua super mochila de campo cheia de roupas sujas e na segunda-feira bem cedinho lá ia a menina com marmitas e roupas limpas para mais uma semana de estudos.
Portanto, veio à conquista, a liberdade, a cidadã e a mulher dos novos tempos superando os seus limites. Parabéns por mais um aniversário e desejamos, pai e mãe toda a felicidade do mundo.
Gelza Reis Cristo

sábado, 26 de setembro de 2015

Lampião em performance por Gelza Reis Cristo

O livro LAMPIÃO é filho do santo Conselheiro nasceu de um trabalho de pesquisa de campo e do desejo da autora Gelza Reis Cristo de registrar os ineditismos nele contido. Cresceu ouvindo histórias sobre os cangaceiros do tempo do Rei do cangaço. Seu avô Agostinho Gregório dos Reis hospedou Lampião nas suas investidas relâmpagos, pois necessitava de alimentos para o bando e por muitos dias. Eles se escondiam na Serra do Capitão no distrito de Adustina no norte da Bahia, perto do Raso da Catarina. A serra, também conhecida como Ponta da Serra fica no meio da rota batida que os cangaceiros usavam para sair do Sítio do Quinto e chegar até a cidade de Paripiranga para buscarem alimentos. Esta cidade é divisa com Sergipe.
Atualmente a autora divulga o seu livro com performance e palestra para nível médio e universitário. Está aberta a convites.